Suore del Sacro Cuore del Verbo Incarnato – Via G.A. Guattani, 7 – 00161 ROMA
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Somos as Irmãs do Sagrado Coração do Verbo Encarnado, uma Congregação de Direito Pontifício, fundada em Palermo (Sicilia – Itália) em 14 de setembro de 1884 da Serva de Deus Madre Carmela Prestigiacomo.
Colaboramos com a missão Salvífica de Cristo na Igreja, realizando o projeto de testemunhança do seu amor e do anúncio da verdade, através do constante empenho de evangelização e educação.
Reunidas no amor de Cristo formamos uma só família, presente em sete nações.
Cotidianamente procuramos viver a aspiração da fundadora “harmonizando Marta e Maria”, para ser como ela dizia, contemplativas e apóstolas.
Os nobres burgueses que não aceitavam a submissão política de Nápoles e a perda da independência com o seu Parlamento e a sua Capital.
Tanto os artesãos quanto os agricultores desejavam um melhoramento de suas condições sociais, então por diversos motivos a raiva de ambos resultou numa violenta revolução. A última foi a de 1848.
A restauração burbônica trouxe uma paz somente aparente. O povo e o clero, que eram os protagonistas da unificação da Sicília com a Itália, ficaram desiludidos. O estado liberal hegemônico dos maçônicos e anticlericais, dos capitalistas e dos grandes feudais, revelou rapidamente a sua verdadeira face contra a religião e contra o povo.
Começa uma campanha denegridora dos padres e dos religiosos; em seguida se favorece a propaganda protestante e das várias seitas; estabelece a prioridade da ordem pública sob cada pedido de justiça social, para depois lançar uma série de leis que trarão como efeito uma profunda divisão entre o Estado e o povo siciliano.
Este é o contexto sócio-eclesial, onde nasce a congregação. Dirá Madre Carmela: “O Instituto do Sagrado Coração surge entre as trevas do erro, para reascender na igreja a face da verdade”.
A jovem fundadora, com a ajuda do sacerdote diocesano D. Emanuele Calí e a autorização do Arcebispo de Palermo, Card. Michelangelo Celesia, acompanhada de 4 jovens iniciou a nova fundação no dia 14 de Setembro de 1884, que rapidamente saiu da Sicília para Roma e expandiu-se na Calábria. No ano de 1951 as primeiras missionárias partiram para o Brasil e depois Argentina (1981), no Canadá (1981), no México (2001) e na Palestina (2010).
A Venerável, Madre Carmela Prestigiacomo nasceu em Palermo, Sícilia em 15 de Outubro de 1858 e foi batizada no outro dia com o nome de Francesca Paola.
A pequena Francesca Paola cresceu em uma ambiente saudável e sereno, como mostra uma fotografia da família, com o elegante vestidinho.
A partir dos quatro anos começou a manifestar uma particular sensibilidade verso o sagrado.
Aos dez anos recebe o sacramento da Eucaristia. Com o passar dos anos Francesca Paola parece uma jovem normal, como tantas outras do seu tempo, porém um tanto vaidosa, de caráter vivaz e dinâmico, gostava de passatempos, passeios, divertimentos e teatro. Prazerosamente saia com os seus pais às festas dos seus parentes. Gostava de se vestir bem e de acordo com a época, cuidava bem dos seus cabelos e enfim de toda a sua pessoa.
Para um observador distraído Francesca Paola parecia uma jovem sem preocupações. De fato não era perceptível as suas aspirações e ninguém poderia intuir porque ela fazia de tudo para esconde-las. Somente ao confessor Pe. Luigi La China confia o seu desejo de consagrar-se a toda a Deus.
Aos dezesseis anos Francesca Paola realizará o sonho que nutria desde criança, entrando para uma comunidade de religiosas, de fundação parlemitana, Instituto dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, ainda não aprovada. Após alguns meses de noviciado confiaram-lhe a função de educadora e em 12 de Junho de 1875 Francesca Paola emitia a sal Profissão Religiosa recebendo o nome de Irmã Carmela de Jesus.
Os quase dez anos de vida religiosa no Instituto dos Sagrados Corações, não apagaram em Irmã Carmela a inspiração originária, que sentia pela vida Contemplativa e apostólica.
Depois de madura reflexão e consentimento de seu confessor, Irmã Carmela deixou o Instituto dos Sagrados Corações, no dia 11 de Maio de 1884.
No dia 14 de Setembro de 1884, festa da Exaltação da Santa Cruz, funda em Palermo a congregação do Sagrado Coração do Verbo Encarnado. O arcebispo de Palermo Cardeal Celesia autorizou a D. Emanuele Calí, confessor da Irmã Carmela, de receber naquele dia os votos religiosos simples.
Madre Carmela quis dar um sinal específico à sua fundação: vida de maior contemplação. Dizia a Serva de Deus: “Não deixemos de rezar e rezar bem….já que a oração bem feita é uma doce violência para o Coração de Deus”.
A profunda contemplação, no Instituto fez com que desabrochasse rapidamente atividade apostólica, Madre Carmela se empenhou em abrir escolas para as filhas do povo e catequizar aos domingos, harmonizando a vida contemplativa com a apostólica, como Jesus lhe pedia.
A atividade de Madre Carmela não aconteceu nenhuma interrupção: ela fez de tudo a fim de que não falasse nada para as Irmãs e para que o Instituto pudesse desenvolver da melhor maneira possível. Ocupou-se de ter a aprovação do Instituto perante a Igreja e o qual foi declarado de Direito Pontifício em 27 de Janeiro de 1930, eas Constituições foram aprovadas em 18 de Fevereiro de 1941.
Madre Carmela imediatamente compreendeu o centro da dimensão cristã, isto é o mistério do Coração do Verbo Encarnado e meditou-o durante toda a sua vida. Desta dimensão interior brota o dinamismo entre a atividade apostólica, a instrução e a educação dos jovens para ajudá-los a descobrir, através a contribuição cultural.
Madre Carmela descreve o fundamento da sua espiritualidade e do Instituto, afirmando que a base de tudo deve ser “a contemplação do amor misericordioso do Pai, revelado no Coração transpassado do Verbo Encarnado”.
Esta contemplação há dois aspectos para Madre Carmela: o estado vitimal, isto è sendo vitima na Vítima, oferecendo totalmente a si mesma como Cristo o fez, e o amor redentor, isto è a reparação dos pecados pessoais e da humanidade.
No último ano de sua vida, em 1948, a noventa anos completos, Madre Carmela caiu e fraturou os dois braços. Ela necessitava de assistência contínua e as dores do corpo eram muito fortes. Mas ela suportou tudo com grande serenidade. Naquele ano em Roma estourou uma forte e mortal epidemia e tantas jovens que faziam parte do Instituto do Sagrado Coração do Verbo Encarnado, estavam gravemente enfermas .
Madre Carmela ofereceu-se ao Senhor no lugar destas jovens Irmãs doentes, que seria o futuro do Instituto.
Madre Carmela morreu no dia 14 de Setembro de 1948 às 19:45 na Casa Geral da Via Guattani em Roma e desde 1973 seus restos mortais se encontram na capela desta casa.
Depois do nulla osta da Conferencia Episcopal Siciliana, do dia 8 de dezembro de 1990 abriu-se processo diocesano até o dia 13 de abril de 1993. O edital para a Causa Romana da Beatificação e Canonização foi publicado do Vicariato de Roma em 13 de Maio de 1991. A Positio Super Virtutibus foi concluída e aprovada no dia 16 de Julho de 2000. (Os dados biográficos foram retirados do livro de Zubiani – Arce, No Coração do Verbo).
Seguindo as pegadas de Madre Carmela levemos a luz da verdade na caridade, que recebemos do coração misericordioso do Verbo Encarnado, harmonizando na nossa vida “Marta e Maria”, contemplação e ação apostólica.
A nossa espiritualidade já esta expressa na sua própria denominação “Sagrado Coração do Verbo Encarnado”. Nele, com efeito, consideramos e honramos a suprema expressão do amor misericordioso de Deus para com a humanidade. Da sua contemplação e veneração, pois, haurimos o alimento para nutrir e aumentar o nosso amor a Deus e ao próximo. (Constituições 3)
Dizia Jesus a Madre Carmela: “Eu quero de você uma instituição religiosa, onde meu Coração Amoroso possa encontrar conforto pelas contínuas feridas e ofensas que recebe dos pecadores; quero um sodalício, no qual Marta e Maria possam conviver em harmonia…”
Inseridas plenamente na vida da Igreja, por ela atingimos os meios espirituais para a nossa santificação e por seu mandato agimos no campo do apostolado específico da Congregação. (Constituições 4).
Procuremos com todas as forças de crescer na generosa doação, na humildade, na simplicidade e no serviço de caridade.
Além dessa oferta de amor, o Sagrado Coração de Jesus é animado pelo espírito de reparação que na Congregação se pratica desde a sua origem.
Reconhecemos como Titular da Congregação o Sagrado Coração de Jesus, que louvamos com culto fervoroso.
A Coroinha da Cabeça Adorável de Jesus, composta pela Fundadora Madre Carmela Prestigiacomo, no ano de 1895, foi aprovada por Sua Santidade Pio X, no ano de 1904, com indulgência parcial, e traduzida em várias línguas. O manuscrito original encontra-se no ARQUIVO Fundo Madre Prestigiacomo. Nós, filhas de Madre Carmela, celebramos a memória litúrgica da Cabeça Adorável de Jesus na sexta-feira após a Ascensão.
"Ele me fez ver a Cabeça Adorável de Jesus, como fonte inesgotável de Luz e Verdade, que, à guisa de um rio contínuo e interminável, se espalha sobre toda a terra, dispersando o erro e proporcionando aquela verdadeira Sabedoria, da qual somente ele é o Mestre autêntico infalível. Mostrou-me ainda que a Cabeça Adorável de Jesus, foi a verdadeira obra-prima, da infinita Sabedoria Divina; que Ele mesmo, pela união hipostática com o Verbo, era a coesão daquela Sabedoria e Divindade, do qual dói o Trono e o Pedestal, onde a Santíssima Trindade sentou, descansou e fixou a Sua eterna morada."
"Estando a fé quase extinta e morta, nesses tempos de corrupção e de escândalo, - devido ao progresso das ciências naturais e humanas, que tendem a abater aquela verdadeira Ciência divina, da qual Jesus foi o verdadeiro e sapiente Mestre infalível... assim, para despertar esta fé sobre a terra, Jesus nos apresenta a sua Cabeça Adorável, fonte e centro principal e infalível de Sabedoria e de verdade, o qual, ao fazer vibrar os raios admiráveis sobre as mentes e sobre os corações, acenderá, novamente, a chama da fé e do amor."
O Coração Santíssimo de Jesus, derramei largamente as vossas bençãos sobre a Santa Igreja, o Sumo Pontífice e todo o Clero; dai aos justos a perseverança, convertei os pecadores, iluminai os infiéis; abençoai nossos parentes, amigos e benfeitores, a infância e a juventude confiada aos nossos cuidados; assisti aos moribundos, livrai as almas do purgatório e expandi em todos os corações o doce império de vosso amor. Amém.
Confiamo-nos à proteção materna da Virgem Santíssima, venerada como Padroeira principal no mistério da Anunciação.
A “Anunciação do Senhor” é uma festa que sempre teve particular relevo no calendário litúrgico, devido ao grande mistério de misericórdia e de amor que contém. O mistério do Filho de Deus, que se tornou Filho do homem, assumindo a carne no seio puríssimo da Virgem Maria, exprime aquele inefável mistério de amor, que é o intercâmbio entre a divindade de Deus e a nossa humanidade.
“A espiritualidade da nossa Fundadora afunda as suas raízes na contemplação do mistério da Encarnação do Verbo. E, pensando em Maria, Madre Carmela privilegia, essencialmente, a Anunciação”. (Cf. Diretório Geral, p. 8-9.)
Ó Virgem Santíssima,
Não permitais que eu viva nem morra em pecado mortal.
Em pecado mortal não hei de viver nem morrer
Que a Virgem Santíssima me há de valer.
Amém.
Veneramos também como Patronos secundários,
São José e Santa Teresa de Ávila.
Oh! glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possíveis as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos, para que tenham uma solução favorável.
Ó Pai, muito amado, em vós depositamos toda a nossa confiança, que ninguém possa jamais dizer que vos invocou em vão e já que tudo podeis junto a Jesus e a Maria, mostrai que a vossa bondade é igual ao vosso poder. São José a quem Deus confiou o cuidado da mais santa família que jamais houve, sede, nós vos pedimos, o pai e protetor da nossa e impetrai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e de Maria.
São José do Perpétuo Socorro, rogai por nós!
(Oração de São João XXIII)
Ó Deus, que, por meio do vosso Espírito, suscitastes na Igreja Santa Teresa de Jesus, para guiar-nos no caminho da perfeição, concedei a nós, que a veneramos como nossa padroeira, a graça de nutrir-nos espiritualmente da sua doutrina e de sermos inflamados por um vivo desejo de santidade. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.